<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><link>https://www.essencialnut.com.br/Blog</link><title>Blog | Essencial Nutrição Animal</title><image><![CDATA[<url>https://t6.al/oNX2.svg</url>]]></image><description>Confira as últimas matérias publicadas.</description><language>pt-BR</language><item><title>Lithonutri: Eficácia de algas marinhas na nutrição animal</title><link>https://www.essencialnut.com.br/Blog/Nutrição/Lithonutri:_Eficácia_de_algas_marinhas_na_nutrição_animal</link><description><![CDATA[Comprovada a eficácia do uso de algas marinhas também para nutrição animal, uso do Lithonutri trouxe ganhos de até 9% no valor da arroba para o produtor São Paulo, 07 de dezembro de 2017 – Com o crescimento do uso de algas marinhas pelo agronegócio no Brasil é possível observar ganhos consistentes de rendimento também na pecuária. Utilizando o Lithonutri, produto específico para nutrição animal, baseado na alga Lithothamnium, extraída e beneficiada pela Oceana Brasil, criadores de diversas matrizes, como Bovinos de Leite, Bovinos de Corte, Aves de Postura, Equinos, Ovinos e Caprinos estão conseguindo resultados positivos para seus negócios. Os benefícios da Lithothamnium também são comprovados por pesquisas científicas, realizadas por renomadas universidades. Em uma avaliação do rendimento de carcaças na Fazenda Travessa Grande, em Guaporema/PR, com bovinos cruzados nelore x angus em confinamento com Alto Grão, após o uso do Lithonutri foi observado um ganho de peso de 2,00 kg por cabeça por dia, com rendimento de carcaça de 55%. <br/> <br/>Isso levou o produtor a um ganho de 9% no preço da arroba. ganho de peso de 2 kg por cabeça por dia, com rendimento de carcaça de 55% por taboolaLinks promovidos Você pode gostar Arroba pode chegar a R$ 380, e especialistas revelam por que pode faltar boi em breve Consultores da Scot Consultoria projetam valorização da arroba puxada pela retenção de fêmeas e aumento nas exportações. Projeções indicam valores do boi gordo entre R$ 360 e R$ 380 até dezembro Doutor: Reverter encolhimento muscular após os 50 depende deste hábito noturno Dr. das celebridades revela rotina noturna que faz se sentir mais forte aos 50 anos do que aos 30, descobertas inovadoras expostas em vídeo revelador que viralizou Revista do Homem SAIBA MAIS "A utilização das algas marinhas na nutrição animal é muito segura, pois se trata de um produto natural, que vem trazendo grandes benefícios para nossos clientes, tanto durante o ciclo de crescimento das matrizes, como nos resultados comerciais”, diz Carlos Massambani, zootecnista especializado em produção animal e gerente comercial da Oceana. "O Lithonutri pode ser fornecido puro ou com outros ingredientes importantes para a saúde ruminal, como bicarbonato, óxido de magnésio, probióticos, monensina etc”, completa o especialista. "Para a adição de outros ingredientes é importante consultar o departamento técnico da empresa, ou nutricionistas especializados”, lembra. <br/> <br/>Uma pesquisa centrada na digestão de fibra "in vitro”, realizada pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande/PB), demonstrou digestão de 8,84% a mais da matéria seca em relação aos outros tratamentos. Em outra pesquisa, desenvolvida pela UFG (Universidade Federal de Goiás), foi realizado o tratamento com Lithonutri em bovinos com dietas de Alto Grão. E o resultado foi positivo. Os pesquisadores observaram que o composto manteve o pH ruminal mais estável na comparação com outros produtos. Foto: Divulgação Em ruminantes, o Lithonutri também se mostrou uma excelente opção para manter o pH ruminal estável, proporcionando a melhor digestão das fibras e aumentando a produção de leite e carne. Outros fatores importantes, decorrentes da boa saúde ruminal, são a redução da CCS (Contagem de Células Somáticas) das vacas leiteiras, a produção de leite com melhor qualidade, a formação de cascos mais resistentes e firmes, e a reprodução mais regular. Em uma avaliação no ganho de peso e na classificação de carcaças para exportação pela cota Hilton, na Fazenda Gauchinha, em Caarapó/MS, em ração de semi confinamento, os produtores comprovaram maior ganho de peso, melhor rendimento de carcaça e bonificação de R$ 1,77 por arroba, sendo que quase todo o lote foi classificado para a cota Hilton pelo Farol da Qualidade da JBS. O custo benefício foi de 2,9 : 1, considerado muito positivo para este tipo de atividade. <br/> <br/>Em aves de postura, o efeito do produto é na produção e na qualidade dos ovos, com aumento de até 23% na resistência das cascas dos ovos. Isso reduz drasticamente o percentual de ovos trincados e quebrados, gerando mais lucro aos produtores. Em uma avaliação em matrizes pesadas na Granja Econômica Avícola Ltda, em Carambeí/PR, foi observado maior aproveitamento (98,43%) no incubatório. Todos esses resultados são atribuídos aos componentes do Lithonutri (100% de algas marinhas Lithothamnium), pois os elementos minerais presentes são de origem vegetal, podendo ser considerados como minerais orgânicos, que conferem alta biodisponibilidade aos animais. As algas marinhas também possuem vários microelementos minerais em níveis traço e também aminoácidos. Sobre o Lithothamnium Alga marinha calcária, conhecida há mais de 200 anos, o Lithothamnium vem sendo explorado nos últimos 30 anos por países da Europa e Ásia, para oferecer nutrição animal, vegetal e humana. Produto nobre, possui alta reatividade e é rico em mais de 70 nutrientes minerais e orgânicos, altamente solúveis e naturalmente equilibrados pelo meio ambiente. Os procedimentos industriais adotados pela Oceana Brasil preservam intactas todas as propriedades físicas, nutricionais, orgânicas e biológicas da Alga Lithothamnium. <br/> <br/>Sobre a Oceana A Oceana Brasil é uma empresa 100% nacional, com tecnologia na extração sustentável e beneficiamento da alga marinha Lithothamnium. Sua jazida está localizada em uma região de correntes marítimas e incidência solar únicas no mundo. Com linhas de produtos para nutrição animal e fertilização agrícola, atende ao mercado nacional e exporta seus produtos para diversos países da Europa, América Central, EUA e Ásia. A atividade industrial da Oceana é ecologicamente correta e preserva as características únicas de sua jazida. A companhia investe em programas de monitoramento de vida biológica, qualidade de água, controle ambiental e ações sociais com a comunidade local, a fim de desenvolver a região de forma sustentável.<br/>]]></description><category>Nutrição</category><pubDate>Wed, 02 Jul 2025 01:18:00 GMT</pubDate><enclosure type="image/webp" url="https://t6.al/m20I.webp"></enclosure></item><item><title>Embrapa valida diretrizes técnicas para produção de Carne Baixo Carbono (CBC)</title><link>https://www.essencialnut.com.br/Blog/Pesquisa/Embrapa_valida_diretrizes_técnicas_para_produção_de_Carne_Baixo_Carbono_(CBC)</link><description><![CDATA[<i>Os parâmetros avaliados na pesquisa estão sendo contemplados nos requisitos obrigatórios propostos no Protocolo CBC juntamente com os de legislação trabalhista e ambiental</i><br/><br/><table class="bug"><tr class="bv6"><td class="ha"><ul class="bwm bwn"><li class="zo" data-onmouseover="{&#34;removeClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;^.dqt&#34;},&#34;addClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;!&#34;}}"><i>O protocolo Carne Baixo Carbono (CBC) complementa o de Carne Carbono Neutro (CCN), abrangendo sistemas produtivos sem a presença de árvores.</i></li><li class="zo" data-onmouseover="{&#34;removeClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;^.dqt&#34;},&#34;addClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;!&#34;}}"><i>O potencial sustentável é mantido pelo manejo adequado das pastagens, considerado a segunda tecnologia agrícola mais importante para a mitigação das mudanças climáticas globais.</i></li><li class="zo" data-onmouseover="{&#34;removeClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;^.dqt&#34;},&#34;addClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;!&#34;}}"><i>Para validar as orientações técnicas do protocolo CBC, a Embrapa realizou experimentos durante dois ciclos de produção (2019 a 2021) em um ambiente de produção comercial no Oeste baiano.</i></li><li class="zo" data-onmouseover="{&#34;removeClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;^.dqt&#34;},&#34;addClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;!&#34;}}"><i>Essa validação serve como modelo de certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem adotar esse modelo.</i></li><li class="zo" data-onmouseover="{&#34;removeClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;^.dqt&#34;},&#34;addClass&#34;:{&#34;classes&#34;:[&#34;dqt&#34;],&#34;target&#34;:&#34;!&#34;}}"><i>O Protocolo estará disponível para os produtores ainda em 2024 na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).</i></li></ul></td></tr></table> <br/>Depois de lançar a marca-conceito Carne Carbono Neutro (<a class="z5" href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1056155/carne-carbono-neutro-um-novo-conceito-para-carne-sustentavel-produzida-nos-tropicos" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">CCN</a>), que valoriza sistemas pecuários com a presença do componente florestal e neutralização da emissão de gases de efeito estufa (GEE), a Embrapa validou as diretrizes de mais um protocolo que vai ajudar o pecuarista a produzir com foco em sustentabilidade: o Carne Baixo Carbono (<a class="z5" href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1120985/diretrizes-tecnicas-para-producao-de-carne-com-baixa-emissao-de-carbono-certificada-em-pastagens-tropicais-carne-baixo-carbono-cbc" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">CBC</a>). Os resultados da avaliação de parâmetros técnicos do protocolo CBC durante dois ciclos produtivos no Cerrado baiano contemplam sistemas pecuários sem a presença de árvores na pastagem, mas com potencial de mitigação das emissões de GEE a partir da adoção de boas práticas agropecuárias, envolvendo os componentes solo, pasto e animal.<br/>Oito foram os parâmetros técnicos avaliados durante os dois anos de validação do protocolo CBC: densidade do solo, estoque de carbono e qualidade do solo, disponibilidade da forragem e cobertura do solo, ganho de peso médio diário dos animais, ganho de peso por área dos animais e emissões entéricas. Esses parâmetros estão sendo contemplados nos requisitos obrigatórios propostos no Protocolo CBC juntamente com requisitos de legislação trabalhista e ambiental.<br/> <br/><br/>Segundo a pesquisadora que coordenou o trabalho de validação das diretrizes para produção de CBC, <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/356145/marcia-cristina-teixeira-da-silveira" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Márcia Silveira</a>, à época na <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/pecuaria-sul" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Embrapa Pecuária Sul</a> (RS) e atualmente na <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/milho-e-sorgo" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Embrapa Milho e Sorgo</a> (MG), os resultados mostram que a implantação do protocolo garante produtividade e qualidade da carne, de forma a aumentar a lucratividade do produtor, sem abrir mão da manutenção ou aumento do estoque de carbono do solo e da mitigação da emissão de GEE, além do efeito poupa-terra, ou seja, com menor pressão sobre a vegetação nativa. "É mais um passo na busca pela eficiência produtiva que leva em conta a qualidade do produto e do seu ambiente de produção”, destaca Silveira.<br/> <br/>Estas marcas, como a CBC e a CCN, vêm sendo desenvolvidas no âmbito da Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono, que visa valorizar produtos pecuários produzidos em sistemas mais eficientes e com menor impacto ambiental. As diretrizes técnicas para a produção de Carne Baixo Carbono foram lançadas em 2020, e estão alinhadas ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano <a class="z5" href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/planoabc-abcmais" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">ABC</a>+). Estes parâmetros necessitavam de validação em um ambiente de produção comercial antes da disponibilização do protocolo para adesão voluntária por parte dos pecuaristas. "Nesse sentido, o trabalho de validação desenvolvido pela Embrapa servirá como modelo para certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem produzir carne dentro deste escopo”, ressalta <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/327393/roberto-giolo-de-almeida" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Roberto Giolo</a>, pesquisador da Embrapa Gado de Corte e líder da Plataforma Pecuária de Baixo Carbono.<br/><br/><table class="bug"><tr class="bv6"><td class="ha"><strong class="btk">Projeto Trijunção </strong><br/>O estudo de caso foi realizado na Fazenda Santa Luzia, pertencente à Fazenda Trijunção, localizada entre os municípios de Cocos e Jaborandi (BA). A propriedade é referência na produção de bovinos de corte mediante as Boas Práticas Agropecuárias (<a class="z5" href="file://c/Users/m276556/Downloads/guia_boas_praticas_completo_CATI.pdf" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">BPA</a>), com dados estruturados e sequenciais de todo o sistema produtivo. O período utilizado nessa fase de validação das diretrizes técnicas foi de maio de 2019 a setembro de 2021, totalizando dois ciclos completos de avaliações de produção animal no sistema.<br/> <br/>A Unidade de Referência Tecnológica (URT) foi composta por dois talhões, bem como por uma área de vegetação nativa (Cerrado). O primeiro talhão, com a forrageira <i>Brachiaria brizantha cv.</i> Marandu, contou com 115 hectares divididos em quatro piquetes, representando o manejo convencional. O segundo talhão, de pastagem recuperada, com <i>Brachiaria brizantha cv.</i> BRS Piatã, contou com 85 hectares, também dividido em quatro piquetes e manejado segundo as diretrizes técnicas para produção de CBC. As áreas foram usadas para recria e terminação de machos da raça Nelore.<br/> <br/><br/>Essa pesquisa faz parte de um projeto coordenado pela pesquisadora <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/311768/flavia-cristina-dos-santos" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Flávia Santos</a> (<strong class="btk">à esquerda, na foto com Márcia Silveira</strong>), também da Embrapa Milho e Sorgo, intitulado: "Intensificação agrícola visando à sustentabilidade do uso de solos arenosos – Projeto Trijunção”. As diretrizes decorrentes dos estudos contribuem com o principal objetivo do trabalho, de definir a melhor estratégia de intensificação agrícola com base em sistemas de produção sustentáveis para solos arenosos.<br/>Santos considera que a importância de se trabalhar em solos arenosos incide sobre o fato de que eles correspondem a cerca de 20% da área do <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/tema-matopiba" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Matopiba</a>, que é a última fronteira agrícola do País. "Contudo, por esses solos apresentarem matriz arenosa, em que os teores de argila não alcançam 15% nos primeiros 50 cm de profundidade, há uma série de limitações: baixos teores de matéria orgânica, baixa CTC (capacidade de troca de cátions), baixa retenção de água, estruturação fraca, elevada acidez, baixa fertilidade, entre outros”, pontua a pesquisadora. <br/> <br/>"Portanto, o manejo adequado desses solos é um grande desafio e deve-se focar em construção de fertilidade em profundidade, aumento de matéria orgânica, cobertura de solo, rotação e consorciação de culturas, integração da produção, etc., fatores fundamentais para a sua incorporação ao processo produtivo de forma sustentável. Nesse sentido, os sistemas integrados são alternativas viáveis de manejo e as diretrizes técnicas apresentadas estão perfeitamente alinhadas a esse propósito”, complementa Santos. <br/> <br/>O trabalho de validação das Diretrizes CBC foi dividido em pesquisas com os componentes solo, forrageiro e animal, envolvendo desempenho e emissões entéricas, além da avaliação econômica dos resultados da URT. Para tanto, houve o envolvimento de uma equipe multidisciplinar da Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Milho e Sorgo, <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/gado-de-corte" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Embrapa Gado de Corte</a>, <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/cerrados" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Embrapa Cerrados</a> e <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/cocais" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Embrapa Cocais</a>.<br/></td></tr></table> <br/><strong class="btk">Resultados em números</strong><br/>A pesquisadora Flávia Santos ressalta que os dados do componente solo mostraram que os teores de nutrientes se mantiveram mais altos no CBC em relação ao manejo convencional, e também em relação ao Cerrado, bem como a atividade biológica avaliada por meio das enzimas betaglicosidase e arilsulfatase.<br/> <br/>"Considerando a camada de 0-20 cm do solo, no ano de 2019, o estoque de carbono no solo sob o CBC foi maior que no solo sob Cerrado (5,4 toneladas por hectare a mais), e no ano de 2021 foi maior que o manejo convencional (2,5 toneladas por hectare a mais), diferença essa que não foi observada na camada de 0-40 cm de solo. Mas, devido à textura arenosa, em que não há proteção física da matéria orgânica pelas partículas do solo, o acúmulo de matéria orgânica e de estoque de carbono é mais difícil e demorado”, relata Santos.<br/>Como destacado pelos pesquisadores <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/316648/manoel-ricardo-de-albuquerque-filho" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Manoel Ricardo</a>, da Embrapa Milho e Sorgo, e <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/116031/manuel-claudio-motta-macedo" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Manuel Macedo</a>, da Embrapa Gado de Corte, "esses resultados mostram que, em solos arenosos, é preciso monitorar mais frequentemente a fertilidade, densidade e os estoques de C, pois seu baixo teor de argila, menor proteção da matéria orgânica e estrutura física fraca levam também a variações mais frequentes em suas características”.<br/> <br/>"Em relação ao componente forrageiro, a massa de forragem (quilograma por hectare, kg/ha, de matéria seca – MS) e a cobertura do solo (%) foram maiores no tratamento CBC quando comparadas ao tratamento convencional, apresentando valores superiores a 2.000 kg/ha de MS e cobertura do solo acima de 80%, conforme preconizado nas diretrizes do CBC”, observa a pesquisadora Márcia Silveira.<br/>Quanto ao desempenho animal, os ganhos médios diários de peso por animal foram semelhantes entre os tratamentos, sendo os ganhos médios diários (GMDs) de 440 gramas por dia (g/dia) e 404 g/dia no CBC, no primeiro e segundo ciclos avaliados, e 430 g/dia e 375 g/dia no manejo convencional, no primeiro e segundo ciclos avaliados. Porém, Silveira destaca que no tratamento CBC foram registrados maiores ganhos por área em função da possibilidade de trabalhar com maiores taxas de lotação, no caso, 2,33 e 2,77 unidades animal por hectare (UA/ha) nos dois ciclos de avaliação do CBC e 0,89 e 0,70 UA/ha nos dois ciclos de manejo convencional. Esses maiores ganhos por área não proporcionaram aumento de intensidade de emissão de metano entérico.<br/> <br/>Quanto à visão econômica, as análises comprovaram maior lucratividade do CBC em comparação ao manejo convencional, devido à maior produção por área ao longo do período analisado e, na segunda safra, à possibilidade dos animais CBC terem alcançado o peso mínimo de entrada no confinamento e, posteriormente, terem sido abatidos. "Logo, os resultados indicam que a implementação do protocolo CBC proporciona maior produção por área de carne, com aumento da lucratividade”, destaca <a class="z5" href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/304481/mariana-de-aragao-pereira" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Mariana Aragão</a>, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.<br/>"Na perspectiva ambiental, o sistema de produção CBC propiciou boa cobertura do solo, que impactou na manutenção do estoque de carbono, na mitigação da emissão de gases de efeito estufa, além de promover o efeito poupa-terra e a resiliência do sistema de produção”, completa Giolo.<br/><br/><br/><table class="bug"><tr class="bv6"><td class="ha"><strong class="btk">Marcas-conceito</strong><br/>A Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono é uma iniciativa genuinamente brasileira, desenvolvida pela Embrapa e empresas parceiras. Ao longo de dez anos, a proposta trouxe a concepção de marca-conceito para a realidade do pecuarista. "As marcas-conceito carregam a concepção de ciência e seguem padrões internacionais, além de estarem associadas a um processo de certificação – monitoramento, reportagem e verificação”, destaca Giolo.<br/>Ainda segundo Giolo, as marcas CCN e CBC buscam a sustentabilidade do sistema agrícola. Criada entre 2012 e 2020, a CCN pode ser usada em sistemas pecuários com árvores, como silvipastoris e agrossilvipastoris, sendo o componente florestal responsável pelo sequestro de carbono para compensar as emissões dos animais em pastejo. No Brasil, o protocolo CCN tem potencial para ser aplicado entre dois e dez milhões de hectares.<br/>Por sua vez, a marca CBC está associada a sistemas pecuários sem a presença de árvores, que a partir das boas práticas agropecuárias, envolvendo a recuperação e manejo correto da pastagem, e integração lavoura-pecuária, promovem aumento do estoque de carbono no solo, mitigando as emissões de GEE do sistema. Estima-se que as pastagens armazenem de 20% a 30% do carbono do solo no mundo e que possuam potencial para sequestrar carbono por meio da melhoria no manejo do sistema de produção animal em pasto, trazendo benefícios significativos para a sustentabilidade ambiental, em virtude da grande extensão de área que ocupam. Assim, estudos apontam que o correto manejo das pastagens pode ser considerado a segunda tecnologia agrícola disponível mais importante para a mitigação das mudanças climáticas globais.<br/><strong class="btk">Foto:</strong> Márcia Silveira<br/></td></tr></table> <br/><br/><table class="bug"><tr class="bv6"><td class="ha"><strong class="btk">Lançamento do protocolo CBC </strong><br/>Para entrar em vigor, o Protocolo CBC deverá ser disponibilizado ao público na plataforma <a class="z5" href="http://app2.cna.org.br/sgpr/public/index.phtml" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">Agri Trace Rastreabilidade Animal</a>, da Confederação Nacional da Agricultura (<a class="z5" href="https://cnabrasil.org.br/" referrerpolicy="no-referrer" tabindex="0">CNA</a>), em 2024. Para aderir à certificação, o produtor deverá demonstrar, já na auditoria inicial, que a propriedade está em conformidade com 20 requisitos mínimos obrigatórios para a implantação do sistema, de um total de 67, que serão requeridos progressivamente ao longo de auditorias bienais. O protocolo na íntegra será disponibilizado apenas aos produtores que ingressarem na plataforma. A adesão ao protocolo CBC, assim como a do protocolo CCN é voluntária. O intuito da criação da marca-conceito é possibilitar a valorização de sistemas pecuários que apresentem potencial de mitigação das emissões de gases de efeito estufa.<br/></td></tr></table>]]></description><category>Pesquisa</category><pubDate>Wed, 02 Jul 2025 01:11:00 GMT</pubDate><enclosure type="image/avif" url="https://t6.al/m1-u.avif"></enclosure></item><item><title>Emater/RS-Ascar apresenta inovações na pecuária familiar</title><link>https://www.essencialnut.com.br/Blog/Inovações/Emater／RS-Ascar_apresenta_inovações_na_pecuária_familiar</link><description><![CDATA[Os visitantes que passam pelo Espaço Casa da Emater podem conferir inovações e novidades na parcela de Pecuária Familiar, com foco em práticas de manejo sustentáveis e de alta demanda para os produtores. A principal temática deste ano é a sanidade animal, abordando questões cotidianas que impactam diretamente a produção, com destaque para o manejo de ovinos e de bovinos, além de novas opções de pastagens adaptadas a esses animais.<br/> <br/>De acordo com o extensionista da Emater/RS-Ascar, Bruno Flores, nos últimos anos, a parcela focou na ovinocultura, apresentando diferentes raças de ovinos e suas finalidades, o que permite aos visitantes visualizar as práticas de cuidados com o rebanho. Flores acrescenta que a infraestrutura da parcela também foi aprimorada, com a instalação de uma mangueira circular adaptada para ovinos, que facilita o manejo, permitindo ao produtor, muitas vezes sozinho, realizar as tarefas sanitárias com maior praticidade.<br/> <br/>"E a novidade deste ano é a apresentação de um lote de bovinos de corte, com a intenção de promover uma maior integração e interação do público com a prática da pecuária”, salienta. No local, os visitantes também têm acesso a orientações técnicas sobre manejo, genética, nutrição e sanidade animal, com foco no controle de carrapatos, a partir da adoção de técnicas sustentáveis que promovem o uso racional dos recursos naturais. "E isso dialoga com o objetivo do Espaço que, neste ano, tem a Sustentabilidade como tema central”, pontua o extensionista.<br/>Já na ovinocultura, a temática de destaque é o manejo geral, nutricional, sanitário e as instalações adequadas para a criação dos animais, com foco na verminose, principal responsável pela mortalidade do rebanho; bem como as técnicas de controle, como a contagem de ovos por grama de fezes e o pastejo rotativo, visando minimizar a propagação da doença, otimizando a saúde do rebanho, entre outros.<br/>Além disso, os participantes terão acesso a informações sobre boas práticas de manejo, tanto para bovinos quanto para ovinos, baseadas em um calendário anual, visando melhorar a qualidade e a eficiência das criações. A parcela também aborda o melhoramento e a implantação de pastagens, a diversidade de raças e tratamentos sanitários para a diminuição de doenças nas instalações. "A nossa proposta é proporcionar uma experiência prática para os visitantes, o que facilita a compreensão das orientações técnicas e permite um diálogo mais próximo com os profissionais da área”, finaliza Flores.<br/> <br/>Em uma área de 15.500m², a Emater/RS-Ascar apresenta 20 parcelas temáticas relacionadas à diversificação das atividades produtivas, geração de renda, qualidade de vida, cuidados com o meio ambiente e à permanência do jovem no campo. Até sexta-feira (28/03), serão apresentados, além da Pecuária Familiar, os temas Apicultura e Meliponicultura, Agroindústria Familiar, Artesanato Rural, Bovinocultura de Leite, Cozinha Show, Cooperativismo, Erva-mate, Ajardinamento e Floricultura, Morango em substrato, Olericultura, Plantas Bioativas, Processamento de Carnes, Fruticultura, Piscicultura, Saneamento Ambiental, Secagem e Armazenagem, Solos, Tecnologia da Aplicação e Turismo Rural.<br/> <br/>Foto: Carina Venzo Cavalheiro<br/>Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar<br/>Jornalista Taline Schneider<br/>imprensa@emater.tche.br<br/>(51) 9 9918-6934<br/>]]></description><category>Inovações</category><pubDate>Wed, 02 Jul 2025 00:58:00 GMT</pubDate><enclosure type="image/avif" url="https://t6.al/m1_V.avif"></enclosure></item></channel></rss>